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Carro rebaixado: conheça os principais problemas e desvantagens de rebaixar o carro

 

carro rebaixado

Com o sucesso de produções cinematográficas que se baseiam na transformação de carros, não é incomum que o cinema inspire o surgimento de novas tendências. Ter o carro rebaixado, por exemplo, é um dos principais desejos, sobretudo do público jovem aficionado por veículos modificados.

O que poucas pessoas consideram, porém, é que, para rebaixá-los, se deve observar uma série de fatores, porque tal prática pode trazer inúmeros malefícios ao funcionamento adequado do veículo.

Pensando nisso, no post de hoje falaremos mais sobre os aspectos legais e técnicos da altura permitida para carros rebaixados. Boa leitura!

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O que a lei diz sobre carro rebaixado?

Via de regra, quem realmente deseja rebaixar carros deve, primeiramente, atentar-se para as diretrizes estabelecidas na legislação de trânsito. Na prática, isso significa que, para ter carros tunados, é preciso estar dentro da lei.

Vale destacar que a Resolução Contran nº 479/14 passou a permitir a alteração na estrutura dos veículos, possibilitando que os carros fossem rebaixados. Sendo assim, dentre as regras dispostas no CTB (Código de Trânsito Brasileiro) para o rebaixamento do veículo, o condutor deve cumprir as seguintes exigências:

  • altura mínima de 10 centímetros entre o chão e o chassi — obtida no sentido vertical em relação ao solo e considerando o ponto mais baixo do chassi;
  • as rodas e/ou pneus não poderão encostar em qualquer outra parte do carro, incluindo quando o volante estiver em sua rotação máxima;
  • no caso de alterações na suspensão, independentemente de qualquer condição, o vão livre entre o chassi e o solo deve constar no Certificado de Registro de Veículo (CRV);
  • as modificações às quais o CTB se refere autorizam apenas a alteração na suspensão de veículos com peso máximo de 3,5 toneladas. Além disso, veda-se qualquer modificação em motocicletas, caminhões e ônibus, sob pena de aplicação de multa gravíssima no valor de R$ 293,47 mais 7 pontos somados na carteira e eventual apreensão do veículo até sua devida regularização.

Quanto custa para rebaixar um carro?

De modo geral, o rebaixamento de um veículo é um serviço que deve ter seu custo dividido em duas etapas muito importantes: em primeiro lugar, deve-se fazer as alterações burocráticas necessárias, bem como pagar as taxas devidas, e, só então, iniciar as alterações estruturais propriamente ditas.

Em resumo, as taxas iniciais têm um custo médio aproximado de R$ 250, referente a:

  • Autorização prévia: R$ 17,33;
  • Certificado de Segurança Veicular: R$ 39,66;
  • Certificado de Registro de Veículo (CRV): R$ 193.

Além dessas despesas, o interessado em rebaixar o carro deve dispor de um montante de aproximadamente R$ 3 mil. Porém, no Brasil, tais custos podem variar de acordo com os equipamentos escolhidos e a mão de obra especializada.

Quais os malefícios de ter um carro rebaixado?

Pronto. Agora que você já sabe o que diz a lei sobre o rebaixamento da suspensão de um veículo, bem como conhece também o custo para execução desse tipo de serviço, chegou a hora de entender os riscos de ter um carro rebaixado.

Há inúmeras desvantagens que resultam do rebaixamento de um veículo, tais como:

  • comprometimento do funcionamento seguro do carro;
  • maior desgaste de pneus;
  • alteração dos níveis de segurança e dirigibilidade; e
  • dificuldade mais elevada na hora de revender ou até mesmo contratar um seguro auto.

Portanto, se você tem esse tipo de atividade como um hobby, saiba que deve pensar muito bem, sobretudo, caso pretenda andar normalmente pelas ruas. Porém, se é do tipo de pessoa que não pretende andar muito, certamente os impactos abaixo listados serão menos agressivos. Saiba mais sobre cada um eles:

Compromete o funcionamento do veículo

Em termos técnicos, rebaixar carros não é uma atitude que pode trazer benefícios ao veículo, sobretudo no que se refere à parte mecânica. Normalmente, um dos impactos mais negativos está diretamente associado às irregularidades do solo em grande parte das estradas brasileiras.

Essas batidas “secas” que os veículos rebaixados dão em buracos, lombadas, desníveis, etc., fazem muito mal aos componentes mecânicos, desgastando-os mais rapidamente. Além disso, rebaixar carros também pode comprometer diretamente a estabilidade do veículo.

Principalmente em curvas, quando é mais necessária uma melhor dirigibilidade, os carros rebaixados não transmitem a mesma segurança dos modelos sem alterações tão importantes quanto estas. Ademais, o rebaixamento de carros pode comprometer também a caixa de direção e até de freios.

O acionamento dos freios, mais recorrente em carros rebaixados, pode desgastar mais rapidamente as pastilhas de freio e antecipar a necessidade de troca. Justamente por isso, é importante lembrar que nenhum fabricante recomenda rebaixar carros, pois, além dos pontos citados, pode comprometer severamente seu funcionamento adequado.

Desgasta mais os pneus

Mais do que o comprometimento do veículo e de determinadas peças, rebaixar carros também impacta negativamente em outros pontos. Os pneus, por exemplo, se desgastam muito rapidamente nesse tipo de modelo. Com isso, o investimento na troca de pneus precisa ser feito em menos tempo do que se o veículo estivesse em condições normais.

A calibragem dos pneus é outro ponto que precisará de atenção quando você rebaixar carros, afinal, ela precisará ser muito mais constante. Nesse sentido, caso o motorista não adote esse tipo de cuidado, o desgaste dos pneus poderá ocorrer ainda mais rápido.

Altera a segurança do carro

Quando um veículo é fabricado, ele passa por inúmeros testes de segurança, durabilidade e desempenho. Mesmo com todo esse procedimento cuidadoso de testes, alguns equipamentos, principalmente os que envolvem segurança, podem apresentar alguns defeitos.

Nesse sentido, rebaixar carros pode se tornar um fator agravante, afinal, o projeto que foi elaborado seguindo todas as normas de segurança das montadoras será alterado. Assim, não é demais lembrar que qualquer mudança estrutural se torna um indicativo de que sua segurança está menos eficiente do que antes.

Dessa forma, dirigir em altas velocidades, por exemplo, passa a ser extremamente não recomendado para pessoas que rebaixam seus veículos. Algumas das consequências envolvem o estouro do amortecedor ou pneu e, até mesmo, a quebra de uma mola. Ou seja, todos os indicativos de uma situação muito arriscada.

Quem for rebaixar carros sabe que precisa ter uma consciência grande para evitar acidentes. O carro se torna, praticamente, um veículo de apresentação. É impossível, por exemplo, fazer viagens ou dirigir por trechos muito longos, incluindo aqueles que atravessam estradas e/ou rodovias.

Além disso, mesmo observando todos os cuidados necessários, é muito importante procurar uma assistência especializada, principalmente em caso da apresentação de ruídos. Nesse caso, apenas um mecânico de confiança poderá analisar cuidadosamente as razões para o problema.

Dificulta a revenda

Mais um problema criado pelos carros rebaixados — e que são normalmente notados apenas após rebaixá-lo — passa pela revenda destes veículos. Considerando se tratar de uma modificação extremamente pessoal, rebaixar o carro pode dificultar, em caso de uma eventual venda, o interesse de outros motoristas em um carro com tais condições.

Além disso, tendo em vista a mudança drástica na mecânica do veículo, o mesmo pode perder totalmente a garantia. Sendo assim, a única alternativa é buscar reverter as alterações aplicadas, de modo a devolver as características originais do modelo. Porém, esse tipo de estratégia nem sempre é tão simples, uma vez que envolve altos custos.

Dificulta a contratação do seguro auto

Mesmo que você faça de tudo para deixar o seu veículo legalizado, a maioria das seguradoras, se não todas, dificultam bastante a cobertura desse tipo de veículo. Afinal, como há modificações em partes que comprometem diretamente a segurança, muitas delas não se dispõem a correr riscos oferecendo seguro para carro rebaixado.

É importante ainda ponderar que, no caso de carros rebaixados, há uma grande mudança nas peças que são originais dos modelos, a fim de permitir a colocação de novos elementos. Mediante essa troca, aumenta consideravelmente o risco de danos ou até mesmo acidentes graves.

Um carro rebaixado, por exemplo, está muito mais exposto a sofrer danos por conta do constante contato com o asfalto. Com isso, as alterações propostas pelo rebaixamento veicular por meio de alterações no sistema de suspensão acabam afetando diversas características essenciais, tais como centro de gravidade e dirigibilidade.

Portanto, se mesmo após conferir todas essas dicas e informações, decidir que deseja ter um carro rebaixado, lembre-se sempre de fazê-lo com extrema segurança. 

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Comentários

  1. Ao comprar um carro, uma das primeiras perguntas é relacionada à sua segurança. É seguro para o motorista? E quanto aos passageiros? Os airbags são realmente eficientes? O que o carro oferece para prevenção de possíveis acidentes?

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