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Alta de preço de veículos: entenda como isso impacta no valor do seguro

Quer tirar suas dúvidas sobre como a alta de preço nos veículos impactam no valor do seguro? Então você está no lugar certo. Na matéria de hoje vou explicar os fatores que deixaram os carros mais caros em 2021/2022 e como isso influencia o preço do seguro auto.

O preço dos veículos têm subido significativamente nos últimos anos e o período de pandemia, sem dúvida, trouxe um imenso impacto para esse mercado. São muitos os fatores que levam a alta de preços, que são refletidos não apenas na tabela FIPE – reconhecida ferramenta do mercado nacional ligada à precificação média dos veículos – mas também no preço final do seguro. Quer entender melhor essa dinâmica? Então continue acompanhando este artigo.

O que é a tabela FIPE?

A tabela Fipe é uma referência utilizada como base para consulta de dados dos veículos. Atualizada mensalmente através de pesquisas, a FIPE é utilizada de acordo com as  negociações de automóveis, pois avalia o preço médio dos veículos anunciados no Brasil.

Portanto, a tabela Fipe é fundamental para realizar o cálculo do preço do seguro, já que as seguradoras levam em consideração o valor de indenização do automóvel.

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A tabela FIPE foi elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, tendo como base pesquisas feitas em 24 estados do país — para que a diferença entre os preços de um mesmo automóvel não fosse tão grande – e funciona como um parâmetro para as negociações de compra e venda de veículos no mercado brasileiro, apresentando valores médios que variam de acordo com a marca, modelo e ano do automóvel.

A tabela é um excelente ponto de partida para negociar ou avaliar veículos, funcionando como um instrumento que garante um valor justo para comprador e vendedor, influenciando inclusive o contrato com seguradoras e financeiras e o cálculo do IPVA.

Como funciona a tabela FIPE?

O índice é construído com base na coleta de preços de carros, micro-ônibus, ônibus, motocicletas e caminhões novos e seminovos em um determinado período de tempo, com valores atualizados mensalmente.

Dessa forma, é feita uma análise estatística desses preços considerando todas as características do veículo. A partir disso, é calculada uma média que é utilizada para estabelecer o valor referenciado na listagem apresentada pela tabela.

Mas por que os carros estão caros, afinal?

Como dissemos lá no começo deste post, muitos fatores têm impacto direto no preço dos veículos – e a pandemia é, sem dúvida, o que teve maior peso neste período de alta.

Entenda melhor o que impactou esse cenário.

Paralisação de fábricas

Com a pandemia de covid-19, que impôs limitações e restrições a várias atividades econômicas por extensos períodos, algumas fábricas também foram paralisadas.

Isso impactou o preço de carros seminovos, pois diminuindo a oferta de carros 0km, foi natural que quem estivesse pensando ou precisando comprar recorresse aos seminovos. Por conta da lei da “oferta e procura”, o preço sobe.

Além disso, o baixo estoque deixou muitas lojas desabastecidas. Os seminovos acabaram repondo esse espaço.

Alta demanda

Muitas pessoas deixaram de usar transporte público nesse período ou se mudaram para outros locais. Para se ter uma ideia, em uma das maiores capitais de estado do país, São Paulo, a redução do uso de transporte público chegou a 62%, segundo informações do governo estadual.  Com isso, a procura por um carro próprio aumentou.

Nem sempre há carros seminovos de modelos específicos em quantidade suficiente para atender ao desejo de todos os consumidores ou nas regiões que eles buscam. Isso porque muitos fatores também são levados em conta na hora de comprar, como quilometragem e estado de conservação.

Logo, veículos que atendiam melhor às exigências tiveram preços aumentados.

Falta de materiais

Para fabricação de veículos , toda uma cadeia de suprimentos e materiais é mobilizada. Borracha, vidro, alumínio, peças eletrônicas, entre outros, são necessários para essa produção acontecer.

Um item em especial impactou bastante neste segmento: os semicondutores, materiais utilizados na condução de correntes elétricas e matéria-prima dos chips presentes em diversos equipamentos eletrônicos, como computadores, smartphones, televisores e automóveis. Como este último paralisou sua produção ao longo de 2020, as empresas desses componentes passaram a reservar sua produção a outros itens eletroeletrônicos. 

Com a retomada da indústria automobilística, as fábricas de semicondutores simplesmente não conseguem mais atender plenamente essa demanda, atrasando a disponibilidade de carros novos no mercado.

Outro ponto a considerar é que esses materiais também ficaram mais caros. Com baixa oferta, sempre existe maior disputa e maiores custos para produzir e adquirir. Isso foi causando um efeito cascata.

ICMS

O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que incide sobre a compra de carros, também subiu.

Em outubro de 2020, por exemplo, foi de 1,8% a 5,3% sobre o valor de venda. O resultado foi uma alta de 207%, portanto.

Isso reflete no preço final que chega para o consumidor.

Aumento sucessivo do preço de carros novos

Por fim, com tudo o que foi mencionado, os carros novos, quando produzidos, tiveram preço aumentado. Isso porque, no geral, o custo ficou mais caro, levando em conta toda a operação em condições mais difíceis.

Desse modo, é esperado que após o aumento sucessivo dos 0km, os seminovos tenham sido também atingidos pelo mesmo efeito.

Carros modernos, custo mais alto

É importante contextualizar, também, que o valor dos carros já vinham subindo gradualmente antes da pandemia. Basicamente, é impossível comparar um carro popular produzido hoje com aqueles que estavam no mercado há uma ou duas décadas atrás. Afinal, mesmo em modelos de entrada, os recursos tecnológicos utilizados têm um custo alto para as montadoras, que por sua vez impacta no preço final para o consumidor.

Ainda que com o arrefecimento da pandemia e o retorno da produção os valores possam voltar a normalidade, não se pode esperar uma queda muito significativa.

Como a tabela FIPE impacta o seguro auto?

Agora que já trouxemos algumas razões para os altos preços dos veículos em 2021/2022, que afeta diretamente a tabela FIPE, fica um pouco mais simples entender essa questão. 

O mais importante a se considerar é que o valor do seguro está atrelado ao preço médio do veículo referenciado pela FIPE – e se ela reflete esse período de alta no preço dos veículos, o valor do seguro seguirá essa tendência. 

Além disso, em caso de indenização, o valor também será de acordo com a média dessa tabela e o mês em que a indenização será paga pela seguradora – o que pode fazer esse valor subir ou diminuir, de acordo com o preço de mercado do automóvel nesse período.

Porém, vale ressaltar que esse é apenas um fator levado em consideração no cálculo do valor do seguro, já que no preço final também são colocados o perfil do condutor, características do veículo e região de circulação.

Peças de reposição mais caras

Outro ponto importante é que a escassez de matéria-prima impactou também o valor das peças de reposição. Ou seja, em caso de sinistro, como uma colisão, o custo do reparo também aumenta, o que faz com que o valor do seguro também acompanhe a alta no valor de mercado nas peças automotivas.

Como você viu neste artigo, a tabela FIPE é a mais importante referência do mercado para precificação de veículos e reflete também na contratação de serviços para esse segmento, como o seguro auto. Porém, seja qual for o valor do seu carro, é fundamental proteger um bem tão importante.

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