Perda total em carro financiado: saiba o que fazer

veiculo perda total volta a circular Perda total em carro financiado: saiba o que fazer

Você comprou um carro financiado e pagou o seguro auto para proteger seu patrimônio. Mas, infelizmente, seu veículo sofreu um acidente grave ou foi roubado e teve perda total. E agora, como fica a situação do seu financiamento? Como receber a indenização da seguradora? Quais são as opções disponíveis para você?

Essas são algumas das dúvidas que muitos proprietários de carros financiados enfrentam em situações de perda total ou roubo. O processo de indenização é complexo e envolve diversas variáveis, como o valor do bem, o saldo devedor, a cobertura do seguro e os juros do financiamento. Por isso, é importante esclarecer as possibilidades e os direitos que você tem nesses casos.

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Neste artigo vamos explicar como funciona o seguro auto para carros financiados em situações de perda total ou roubo. Também vamos apresentar as opções de indenização que você pode escolher e as vantagens e desvantagens de cada uma. Além disso, daremos algumas dicas para você buscar assessoria especializada e tomar a melhor decisão para o seu bolso e para o seu futuro. Acompanhe!

Meu carro financiado teve perda total. Como fica o seguro auto?

Quando você compra um carro financiado, você não é o único dono do veículo. Na verdade, o carro fica alienado à instituição financeira que concedeu o crédito até que todas as parcelas do financiamento sejam quitadas. Isso significa que, em caso de perda total ou roubo, a seguradora não pode simplesmente pagar a indenização diretamente para você. Ela precisa considerar os interesses da instituição financeira e quitar a dívida que você tem com ela.

Mas como isso é feito na prática? Bem, existem algumas opções de indenização a serem adotadas nesses casos. Vamos ver cada uma delas a seguir.

Opções de Indenização

1) Quitar o financiamento e receber a indenização integral

Uma das opções mais comuns é você quitar o financiamento antes de receber a indenização da seguradora. Nesse caso, você precisa entrar em contato com a instituição financeira e solicitar a liquidação antecipada do contrato. Você vai receber um boleto com o valor atualizado do saldo devedor, que deve ser pago com seus recursos próprios ou com a ajuda de um empréstimo pessoal.

Depois de quitar o financiamento, você deve enviar o comprovante de pagamento para a seguradora, junto com os documentos necessários para liberar a indenização. A seguradora vai avaliar o valor do seu carro de acordo com a tabela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) ou com o valor contratado na apólice. Em seguida, vai depositar a indenização integral na sua conta.

Essa opção pode ser vantajosa se o valor da indenização for maior do que o saldo devedor do financiamento. Assim, você vai receber uma diferença positiva e usá-la para comprar outro carro ou para investir no que quiser. 

No entanto, essa opção também tem alguns inconvenientes. Um deles é que você precisa ter dinheiro disponível para quitar o financiamento ou contratar um empréstimo pessoal, que às vezes tem juros altos. Outro é que a indenização não cobre os juros do financiamento, apenas o valor do bem. Isso significa que você pode ter um prejuízo financeiro se tiver pago mais juros ao longo do contrato.

2) Seguradora quitar o financiamento e repassar a diferença

Outra opção é deixar que a seguradora quite parcialmente o financiamento e repasse a diferença para você. Nesse caso, você não precisa pagar nada à instituição financeira. A seguradora entrará em contato com ela e negociar o valor do saldo devedor. Depois, ela vai quitar esse valor diretamente com a instituição financeira e liberar a diferença para você.

Essa opção pode ser vantajosa se você não tiver dinheiro disponível para quitar o financiamento ou se não quiser contratar um empréstimo pessoal. Além disso, a seguradora usualmente consegue um desconto no valor do saldo devedor, o que aumenta a diferença que você vai receber. No entanto, essa opção também tem alguns inconvenientes. Um deles é que a seguradora às vezes demora mais para liberar a indenização, pois depende da negociação com a instituição financeira. Outro é que a indenização ainda não cobre os juros do financiamento, o que pode gerar um prejuízo financeiro para você.

Para ilustrar melhor essa opção, vamos usar um exemplo hipotético. Suponha que você comprou um carro financiado por R$ 50 mil, com uma entrada de R$ 10 mil e 48 parcelas de R$ 1.250. Fipe. Depois de 24 meses, seu carro sofreu perda total e foi avaliado em R$ 40 mil pela tabela Fipe. Nesse momento, o saldo devedor do seu financiamento era de R$ 30 mil.

Se optar por essa opção de indenização, a seguradora vai negociar com a instituição financeira e quitar os R$ 30 mil do saldo devedor. Depois, ela vai repassar para você a diferença entre o valor do carro (R$ 40 mil) e o valor quitado (R$ 30 mil), ou seja, R$ 10 mil. Assim, você vai receber R$ 10 mil na sua conta e ficar livre do financiamento.

3) Substituição da garantia da dívida pela compra de outro veículo

Uma terceira opção é substituir a garantia da dívida por meio da compra de outro veículo. Nesse caso, você não precisa quitar o financiamento nem receber a indenização da seguradora. Você continua pagando as parcelas do financiamento e usa o valor da indenização para comprar outro carro. Esse novo carro vai ficar alienado à instituição financeira até que você quite o financiamento.

Essa opção pode ser vantajosa se você quiser manter o financiamento e trocar de carro sem gastar mais dinheiro. Além disso, é possível escolher um carro de valor igual ou superior ao do carro antigo, desde que pague a diferença à vista ou financie essa diferença com a mesma instituição financeira. 

Essa opção também tem alguns inconvenientes. Um deles é que você precisa negociar com a instituição financeira e com a seguradora para que elas aceitem essa alternativa. Outro é que você vai continuar pagando os juros do financiamento, que podem ser maiores do que os juros de um novo financiamento.

Pontos importantes 

Como você pode ver, as opções de indenização para carros financiados em situações de perda total ou roubo são variadas e complexas. Por isso, vamos abordar alguns pontos adicionais importantes sobre o seguro auto para carros financiados em situações de perda total ou roubo:

Cobertura do seguro

É crucial entender as especificidades da cobertura do seguro contratado. Nem todos os seguros oferecem a mesma proteção em casos de perda total ou roubo. Alguns seguros podem oferecer cobertura apenas para o valor de mercado do veículo no momento do sinistro, enquanto outros podem cobrir o valor integral do financiamento. Portanto, é fundamental revisar cuidadosamente os termos da apólice de seguro para entender quais são as opções disponíveis em caso de perda total ou roubo.

Valor da indenização

O valor da indenização pode variar dependendo da avaliação do veículo feita pela seguradora. Enquanto algumas seguradoras utilizam a tabela FIPE como referência para determinar o valor do veículo, outras podem utilizar o valor estipulado na apólice de seguro. É essencial estar ciente dessas diferenças.

Exigências da Instituição Financeira

Em casos de perda total ou roubo de um veículo financiado, é importante entrar em contato com a instituição financeira para entender suas exigências e procedimentos específicos. Algumas instituições podem solicitar documentos adicionais ou exigir que determinadas etapas sejam seguidas para liberar a quitação do financiamento. Portanto, estar em comunicação constante com a instituição financeira é fundamental para garantir uma resolução eficiente do processo.

Consulta a um especialista

Diante da complexidade envolvida no processo de indenização de um veículo financiado, é importante buscar orientação com consultores especializados em seguros para entender melhor o processo e escolher a opção mais adequada para o seu caso.

Uma assessoria especializada ajuda na análise das cláusulas do contrato de financiamento e da apólice de seguro. Ela também pode auxiliá-lo na negociação com a instituição financeira e com a seguradora, buscando as melhores condições e os melhores prazos para a liberação da indenização. Além disso, consegue esclarecer todas as suas dúvidas e orientá-lo sobre os seus direitos e deveres como consumidor.

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