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Vale a pena usar amortecedor recondicionado?

Quer saber se vale a pena usar amortecedor recondicionado? Então você está no lugar certo. Nesta matéria, você encontra tudo sobre o uso dessa peça recondicionada.

Todos os componentes presentes em um veículo são importantes para seu bom funcionamento e alguns deles têm papel fundamental no automóvel, como é o caso do amortecedor. 

Porém, uma prática muito comum hoje em dia é a utilização do amortecedor recondicionado.

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Justamente por isso, surge uma série de dúvidas em relação à diferença entre amortecedor novo e remanufaturado, quanto tempo ele dura ou se vale a pena comprá-lo.

Embora se trate de um equipamento usado, porém em boas condições, escolher bem o amortecedor para substituir o antigo é essencial para uma dirigibilidade mais segura e confortável. 

Assim, para responder a estas e outras perguntas, neste artigo explicamos os pontos cruciais sobre o recondicionamento de amortecedores. Boa leitura!

O que é um amortecedor recondicionado?

Uma peça recondicionada é quando ela é submetida a um processo de desmontagem. A partir disso, seus componentes são verificados e, se identificados eventuais desgastes, podem ser substituídos por elementos novos.

Por outro lado, cabe destacar que uma peça recondicionada não é sinônimo de uma peça remanufaturada.  

Em geral, a remanufatura de um dispositivo é um processo industrial executado apenas pelos fabricantes. Na prática, as montadoras, por exemplo, utilizam amortecedores usados como matéria-prima para reconstruí-los.

Por sua vez, o recondicionamento se resume em um procedimento semelhante, porém, executado fora das fábricas. 

Ou seja, neste caso, utilizam-se peças que apresentam eventuais defeitos, retiram-se as partes danificadas – por meio de um trabalho mecânico individual –, substituindo-as, posteriormente.

Nesse sentido, enquanto uma peça remanufaturada pode ser tratada como um dispositivo novo, a peça recondicionada nada mais é do que um item restaurado. 

Portanto, a principal semelhança entre elas é que ambas são peças utilizadas em outros veículos, porém ainda apresentam componentes em condição de reúso.

Papel dos amortecedores no veículo

Para compreender os aspectos que envolvem a utilização do amortecedor recondicionado, é necessário entender qual a função dessa peça no automóvel. E seu principal papel é proporcionar estabilidade ao veículo. Com isso, o motorista e todos os ocupantes do carro têm segurança e conforto.

A estabilidade é proporcionada porque essas peças são responsáveis por manter o contato dos pneus com o solo. Elas controlam a abertura das rodas e distribuem as cargas dinâmicas, que são o peso do automóvel quando está em movimento, enquanto o veículo roda.

Seja em situações de aceleração ou frenagem, em curvas, retas ou pisos irregulares, os amortecedores atuam para assegurar  que o motorista tenha pleno controle sobre o carro.

Amortecedor recondicionado: como saber se devo usá-lo?

Os amortecedores merecem um cuidado especial por parte do proprietário do veículo. Além de serem grandes responsáveis pela segurança do automóvel, eles trabalham um milhão de vezes a cada mil quilômetros. 

Bastante, não é mesmo? Por isso, a troca dessas peças é indicada quando elas atingem entre 40 mil e 50 mil quilômetros de uso.

Chegou o momento de substituir este componente. Assim, entra o questionamento: devo confiar em um amortecedor recondicionado para o meu veículo? 

Antes de tomar essa decisão, é preciso levar alguns aspectos em conta. O primeiro deles é saber se a peça é confiável, o que pode ser difícil, visto que o recondicionamento não é um processo realizado por fabricantes.

De qualquer maneira, se o amortecedor recondicionado vem de um profissional em que você confia e sabe que é sério, as chances de essa peça ter sido reparada corretamente e ser de qualidade são maiores.

É possível avaliar se o componente terá maior probabilidade de ter uma vida útil longa, e se funcionará corretamente, ficando atento a algumas fases do processo de recondicionamento. Acompanhe:

Uso de óleo hidráulico

Quando aquecido, o óleo não pode sofrer uma variação de viscosidade grande. Por isso, é imprescindível que o amortecedor recondicionado receba óleo hidráulico. 

Caso contrário, a peça pode sofrer alteração de comportamento, o que também ocorre com o sistema de suspensão.

Soldas, anéis e vedadores

Fique atento com relação a como a solda de fechamento do tubo é feita. Ela deve ser feita com uma solda elétrica de alta resistência. Em hipótese alguma, o óxido acetileno deve ser usado para este fim.

Já os anéis e vedadores precisam necessariamente ser fabricados com materiais que ofereçam resistência à ação química do óleo. Isso fará com que resistam aos atritos dos constantes movimentos de subida e descida, bem como à intensidade das pressões.

Recondicionamento da haste

Pode ser que o recondicionamento da haste seja necessário. Caso isso aconteça, certifique-se que ele tenha sido feito em retíficas, e não em tornos. 

A retífica possibilita que a peça fique na dimensão correta. O acabamento superficial também é importante para a vida útil da haste,; então aplicar cromo para enrijecer sua superfície é uma boa alternativa.

Por que é necessário trocar o amortecedor periodicamente?

Geralmente, ao ultrapassar o período indicado para substituir os amortecedores, o veículo pode apresentar inúmeros problemas

Dentre eles se destacam anomalias que podem gerar grande risco para os motoristas e ocupantes do veículo, por causa de graves acidentes, sobretudo, por conta da perda de controle do carro.

Vale ressaltar que, quando um amortecedor está em um alto nível de desgaste, o veículo acaba perdendo sua dirigibilidade, tornando a condução muito instável. 

Dessa forma, ao fazer uma curva, por exemplo, é comum que ocorram acidentes. Ademais, peças com defeito geram uma reação em cadeia pelo maior desgaste de outras peças.

Nesse contexto, outros contratempos habitualmente provocados por amortecedores ineficientes podem ser facilmente identificados quando:

  • o carro produz sons incomuns ao passar por lombadas ou rampas de garagem;
  • vazamento de fluidos próximos aos amortecedores, etc.

Mas, afinal, quando é necessário fazer manutenções ou trocas de peças? Confira mais detalhes a seguir:

Quando fazer a manutenção?

Em linhas gerais, recomenda-se a manutenção dos amortecedores a cada 10 mil km rodados. 

Entretanto, para definir a necessidade ou não de revisão do equipamento, é fundamental estar atento a alguns aspectos gerais do sistema de suspensão.

Assim, ao contrário do que pensa a maioria das pessoas, nem sempre se trata de uma tarefa difícil, porque os amortecedores estão diretamente associados a outros setores do veículo, incluindo à sua performance. 

Dessa forma, caso haja desgaste na peça, alguns sintomas podem ser facilmente percebidos, como o movimento incomum da carroceria ao passar por buracos, por exemplo.

Além disso, quando o amortecedor precisa de uma manutenção, é comum que a roda apresente ruídos anormais. Isso indica a necessidade de manutenção do equipamento, em especial, mediante situações específicas, como ao rodar por vias acidentadas.

Outro sinal claro de que se deve realizar a manutenção dos amortecedores é o vazamento de fluido (óleo hidráulico), presente na parte interna do dispositivo. 

Em geral, como já vimos, esta situação costuma gerar o travamento da haste, impossibilitando, assim, a movimentação do amortecedor.

Por fim, além dos amortecedores, recomenda-se a manutenção em demais peças do sistema, uma vez que essas podem apresentar maior desgaste. 

Dessa forma, para assegurar o seu melhor desempenho, é recomendado que tais componentes sejam verificados, inclusive para ampliar a vida útil dos novos amortecedores.

Quando trocar?

Na maior parte dos casos, a vida útil de um amortecedor pode girar em torno de 50 mil km rodados. 

No entanto, para aumentar a segurança e o conforto ao dirigir, recomenda-se optar por um novo dispositivo tão logo seja possível. 

Neste caso, pode-se utilizar tanto um novo quanto um amortecedor recondicionado, desde que se encontre em boas condições de uso.

Além disso, é importante lembrar que a vida útil do equipamento pode ser prolongada ou reduzida em função das condições de uso do veículo

Afinal, caso seja comum o tráfego por pistas irregulares, cheias de buracos ou acidentadas, pode ser que o amortecedor demande a substituição antes mesmo de ter completado os 50 mil km.

Logo, como vimos anteriormente, é importante que se faça uma inspeção técnica a cada 10 mil km rodados ou, ainda, sempre que apresentar qualquer uma das falhas já citadas. 

O detalhe ao qual nem todos estão atentos é que a troca é normalmente feita em pares. Portanto, apresentando um defeito no equipamento dianteiro esquerdo, deve-se substituir todo o par dianteiro e assim por diante.

Isso se dá em função do desgaste ocorrer de forma diferente entre os amortecedores. Consequentemente, há um desequilíbrio no veículo que, por sua vez, leva a uma série de alterações na dinâmica do carro, incluindo a eficiência da frenagem em situações de emergência.

Como identificar problemas no amortecedor recondicionado?

 

Essas dicas valem para notar problemas com qualquer tipo de amortecedor. Mas, caso você use amortecedor recondicionado, é recomendável ficar ainda mais atento aos sinais que citaremos a seguir.

Se você encontrar marcas de óleo no chão e perceber que os pneus estão se desgastando mais rapidamente do que de costume, corra para seu mecânico de confiança para realizar uma revisão.

Outros pontos que podem significar defeitos no amortecedor são: 

  • sentir a direção desalinhada depois de fazer uma curva; 
  • diminuição da estabilidade do veículo.

Estes sinais nem sempre são tão fáceis de identificar. Os amortecedores costumam apresentar defeitos de forma gradativa, e essas alterações podem ser sensíveis. 

Por isso, mesmo sabendo que a vida útil desta peça gira em torno de 40 mil e 50 mil quilômetros, é importante realizar a revisão do veículo de forma periódica.

Cuidados com o amortecedor recondicionado

Todas as peças do veículo necessitam de atenção, sejam elas recondicionadas, novas ou remanufaturadas. De qualquer maneira, analise bem se a escolha por um amortecedor recondicionado vale a pena.

Um processo bem executado que deixe o componente de fato com qualidade não é fácil de fazer. Caso seja bem feito, então, é possível que seu valor seja até mais caro que o de uma peça remanufaturada, por exemplo, pois exige um trabalho meticuloso. 

Assim, tenha sempre em mente que, às vezes, o que é muito barato pode sair extremamente caro no final.

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Tão importante quanto contar com um amortecedor recondicionado de qualidade é o seguro auto. Afinal, nunca se sabe quando imprevistos poderão acontecer.

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