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Entenda por que alguns carros possuem chassi remarcado

Quem é motorista e já foi proprietário de um veículo, sabe que é necessário lidar com uma série e identificações. Além da carteira de habilitação (CNH), diversos outros documentos possuem códigos importantes, tais quais o Certificado de Registro do Veículo (CRV), conhecido popularmente como o documento do carro, a apólice do seguro, entre outros. Além destes que citamos, é preciso ficar atento à identificação do automóvel. Esse número, quando alterado, deixa o chassi remarcado.

A alteração no número do chassi, apesar de permitida em determinadas ocasiões, pode trazer problemas, dos quais falaremos ao longo do texto. Agora, para evitar dores de cabeça no que diz respeito ao veículo, é importantíssimo contratar um seguro auto. Afinal, por mais que você seja cuidadoso e adote a direção defensiva como modo de dirigir, faça manutenção preventiva, preditiva e corretiva no seu carro, imprevistos indesejáveis podem acontecer.

Já pensou estar a caminho do trabalho e tomar uma batida? Ou sofrer com uma pane elétrica bem quando volta para casa de madrugada? Podemos mencionar ainda o infortúnio de ter o carro roubado ou furtado. Em todas essas situações, o seguro auto lhe dá o apoio necessário. Seja ele financeiro, em casos de colisões que exijam conserto cujo valor supere o da franquia, por exemplo, ou auxílio em situações para não deixá-lo vulnerável, como a assistência 24 horas e a disponibilização de carro reserva.

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O que é o chassi?

chassi remarcado

Antes de falarmos sobre o chassi remarcado, é importante explicar, antes de tudo, o que é exatamente este componente do veículo.

O chassi é a base a partir da qual um veículo é montado, seja ele um carro, uma moto, um ônibus ou um caminhão. Para suportar todo o peso do automóvel e dar a sustentação necessária, essa estrutura geralmente é fabricada com um metal rígido, como alumínio e aço.

Neste momento, você pode se perguntar o porquê de, ao se falar sobre o chassi, o primeiro pensamento que vem à cabeça ser um número. Nos anos 50, os automóveis brasileiros começaram a receberem uma identificação. Porém, foi na década de 80 que de fato eles automóveis passaram a ser registrados da forma que conhecemos hoje. Para isso, adotou-se a gravação de um código no chassi de cada veículo, já que é um local que dificulta sua adulteração.

Qual o padrão do código?

No Brasil, este registro gravado no chassi chama-se Número de Identificação do Veículo (NIV). Este código, que segue um padrão internacional, possui 17 caracteres entre letras e números. De acordo com a Resolução 659/85 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), cada um destes dígitos possui um significado dentro da ordem estabelecida.

Desse modo, os 17 caracteres são compostos da seguinte forma: os dois primeiros fazem referência ao país onde o veículo foi fabricado. Na sequência, o terceiro tem a letra inicial do nome da montadora que produziu o automóvel. Já o quarto e o quinto são os números de série, enquanto o sexto faz menção ao tipo de carroceria e o sétimo é relacionado à versão.

O oitavo caractere traz o código do motor e o nono é sempre o número zero, pois é um dígito não usado. O décimo mostra o ano de produção e o décimo primeiro mostra o código da planta. Por último, os seis finais significam o número de série do automóvel.

Para entender melhor, confira o exemplo na imagem abaixo:

Entenda o chassi remarcado

chassi remarcado

Após explicarmos o que é um chassi e qual o significado e importância do código que está gravado nele, chegou o momento de falar sobre quando ele recebe uma remarcação.

Quando o código sofre algum tipo de dano, ele precisa ser inscrito novamente no veículo. Mas, o que poderia danificar esta sequência, que é gravada em uma parte protegida do veículo? São várias as respostas para este questionamento. Entre elas, está o desgaste por conta da ferrugem, que dependendo da forma que atinja a sequência alfanumérica, faz com que ela não fique mais legível. Dessa forma, o automóvel fica sem sua identificação correta.

Danos naturais e acidentais, como a ferrugem ou uma batida, não são os únicos que tornam necessário deixar o chassi remarcado. Em casos de roubo ou furto de veículos, é comum que o código seja raspado propositalmente e tenha seus dígitos adulterados, de forma que o automóvel pareça mais novo, por exemplo, para ter maior valor em uma negociação.

Problemas do chassi remarcado

Comprar um carro com o chassi remarcado pode trazer algumas dores de cabeça ao proprietário do veículo.

Ao tentar fechar um seguro para o carro, a alteração no código do chassi pode significar um empecilho. Esta sequência alfanumérica é um dos itens analisados na vistoria solicitada pelas seguradoras, que podem recusar o veículo por conta disso. Chassi remarcado também possibilita uma perda no valor de mercado do automóvel.  

Outro problema que o chassi remarcado pode ocasionar é no momento de financiar um automóvel que tenha passado por essa mudança. As empresas que realizam o financiamento podem até aceitar, mas não será nenhuma surpresa se a companhia pedir um valor de entrada que seja maior do que o normal.

Como fazer a remarcação corretamente?

O chassi remarcado pode trazer os problemas que citamos anteriormente se essa alteração for feita sem a anuência dos órgãos competentes. Por isso, é imprescindível seguir as regras do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Antes de tudo, o proprietário precisa realizar uma vistoria para que seja definido se a remarcação é realmente necessária. Caso seja, deve-se fazer o pagamento de uma taxa de re-vistoria, para que a autorização seja concedida. Não haverá necessidade de gastar nada caso o carro tenha sido roubado e possua o laudo do Instituto de Criminalística que comprove.

Após isso, é preciso obter a autorização para que o chassi seja remarcado em uma empresa credenciada pelo Detran, o que só acontece mediante o pagamento de uma nova taxa. Feito isso, o proprietário deve levar o veículo para uma outra vistoria, desta vez sem precisar pagar nada. Na sequência, os gastos ficarão por conta da documentação (Certificado de Registro do Veículo – CRV e Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo – CRLV), entre outros.

É importante lembrar que só será possível realizar a remarcação do chassi se o proprietário não tiver nenhum débito pendente com o estado. Ou seja, IPVA, seguro DPVAT e multas, por exemplo, precisarão estar pagos.

Ficou com alguma dúvida sobre o chassi remarcado? Envie pra gente por meio dos comentários!

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