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Dia da Consciência Negra: quando a inclusão faz diferença contra a desigualdade

Oficializado em 2011, o Dia da Consciência Negra tem um significado particular: simboliza a luta contra o racismo e a desigualdade sofridos pela população negra. Tais aspectos, observados em diferentes setores da sociedade, também ficam evidentes no mercado de trabalho de forma geral. 

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população negra e parda representa mais de 55% do povo brasileiro. No entanto, são cerca de 64% do total de desempregados no País. Ou seja, os números não seguem a mesma proporção, o que denota diferença com relação às oportunidades. 

História feita por meio de oportunidades

Para mudar histórias, entretanto, as oportunidades são essenciais. É o que aconteceu com o Walker Lucas, consultor de vendas da Minuto Seguros. O jovem de apenas 20 anos de idade saiu de Livramento, no interior da Bahia, para cuidar de sua mãe em São Paulo, onde encontrou a oportunidade para trilhar seu caminho em busca de seus sonhos. 

Essa trajetória, no entanto, foi permeada por momentos de dificuldade. Com apenas 13 anos, Walker saiu de casa e parou de estudar, para ajudar Doride, sua mãe, a sustentar a casa, na qual vivia com duas irmãs, Larissa, hoje com 11 anos e Juliana, com 16. A primeira experiência de trabalho do jovem foi em um circo, onde era um “faz tudo” e, apesar de ter começado a aprender como se relacionar com as pessoas, como ele mesmo afirma, sentiu o racismo pela primeira vez.

“Quando você é novo, muitas vezes não percebe algumas coisas que acontecem, e essa questão do racismo começa desde cedo. Desde os 13 anos, quando saí de casa, meu nome deixou de ser Walker e passou a ser ‘neguinho’. No circo, eu trabalhava muito, ganhava pouco e ainda sofria racismo. E eu queria deixar de ser o ‘neguinho’, o ‘faz tudo’, pra me destacar mais. E pra isso só precisava de oportunidades”, conta Walker.

Uma pequena melhora, ao menos na questão salarial, aconteceu quando Walker foi trabalhar em um parque de diversões. Porém, mais uma vez sofreu com o racismo de forma ainda mais escancarada, após seu empregador citar uma história bíblica e relacionar a cor negra a uma maldição.

“Imagina uma criança ouvindo que Deus vai te amaldiçoar pelo resto da sua vida só porque você é negro? E ele dizia que o motivo pelo qual a empresa dele não estava crescendo era justamente porque ele tinha um funcionário negro. Assim eu me sentia um inútil. Eu sentia necessidade de me esforçar mais pelo fato de ser negro. Sentia que não conseguia subir na vida por conta disso”, relembra. 

A inclusão que possibilitou a realização de sonhos

Aos 17 anos, Walker veio para São Paulo cuidar de sua mãe, doente. E como ele próprio diz, não tinha medo de trabalhar, arranjava bicos em diferentes lugares para poder auxiliar no sustento da casa. Mas, ao conhecer Maweza, sua atual esposa, foi que percebeu a necessidade de focar nos estudos, que haviam sido interrompidos, para sair do ponto no qual se encontrava. 

Nesse momento, o jovem entrou em um curso para a preparação de jovens voltado ao mercado de seguros, teve os primeiros contatos com um computador, máquina que nunca havia mexido na vida e, após a apresentação do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), foi selecionado para participar de um processo seletivo da Minuto Seguros. 

“Eu ouvia falar tanto da Minuto, que é uma empresa muito boa, que auxilia, que os benefícios de lá são bons, então eu já tinha um interesse de trabalhar aqui. Mas, no processo, foram entrevistadas seis pessoas: eu e cinco meninas brancas, o que me fez me questionar se daria certo. E eu fui escolhido”, relembra Walker.

Diversidade e representatividade: fatores essenciais para alavancar sonhos

Ao entrar na Minuto como estagiário na área de pós-vendas, Walker se viu representado ao ver que sua líder, Karla Batista, era negra. Pouco tempo depois, ela foi promovida a supervisora, fatos que fizeram Walker ver que a empresa possibilita o crescimento para todos. “Quando você vê uma pessoa (como você) num cargo maior, você consegue saber o seu foco, consegue pensar ‘quero chegar ali e depois chegar ali’, relata o consultor.  

E o caminho vem sendo trilhado com sucesso pelo jovem consultor. Após alguns meses como estagiário na área de pós-vendas, Walker foi efetivado na Central de Atendimento. No fim de 2018, com o falecimento de sua mãe e o casamento prestes a ocorrer em janeiro, viu que precisaria dar mais um passo e conseguiu a promoção para a área de vendas, o que fez com que realizasse mais conquistas para sua vida, como morar em uma casa com quartos para suas irmãs, de quem ele cuida. 

Agora, Walker planeja entrar na faculdade para cursar Gestão Comercial, por estar gostando tanto da sua nova área. Tudo isso por ter tido a oportunidade de trilhar seu caminho. 

“Quando a gente fala de diversidade, de querer ser incluído, não é dizer ‘me sobe só porque eu sou negro’. Quando você recebe uma oportunidade, você começa a sonhar mais alto, muda a perspectiva de vida, porque aí vai depender somente de você, do seu esforço”, afirma Walker.

Mesmo com poucas perspectivas anteriormente, Walker sentiu a chance de construir sua carreira e, também, realizar seus sonhos ao estar em uma empresa que abriga a diversidade, inclusão e que possibilita oportunidades para todas as pessoas, não importando sua cor, sexualidade, idade, gênero, religião ou classe social. 

“A Minuto é uma empresa de portas abertas, tanto para clientes quanto para funcionários”, afirma o jovem consultor, que continua a trilhar o seu caminho na empresa e na vida.

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