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Análise: o seguro cobre o mergulho do Bugatti Veyron?

O mergulho do Bugatti Veyron

O segundo post da série “O seguro cobre” apresenta um caso que viralizou na Internet. Será que existe cobertura da seguradora no caso que temos hoje?

Em 2009, o norte-americano Andy House dirigia um belo e potente Bugatti Veyron na região do Texas. Joe Garza, que viajava em uma pista paralela, viu o veículo e começou a filma-lo, ao mesmo tempo em que admirava e desejava um dos mais caros automóveis do mundo.

O que ninguém esperava é que, de repente, o Bugatti Veyron sairia da pista e acabaria mergulhado em uma lagoa às margens da rodovia. A imagem é surpreendente e impactante:

Andy House alegou que se assustou com um pelicano – que voou baixo a sua frente – e com o celular que caiu no chão. O susto motivou a manobra que tirou o carro da via, conduzindo-o para a água.

E o seguro, cobre?

Aqui no Brasil, normalmente o seguro auto é comercializado com a chamada “Cobertura Básica Compreensiva” que cobre, entre outros riscos, os danos materiais causados ao veículo segurado decorrentes de Acidentes de Trânsito, tais como colisões, abalroamento, capotagem, queda acidental, etc.

Os acidentes de trânsitos cobertos são aqueles acidentes que ocorrem de forma aleatória, incerta e que efetivamente causem prejuízos. Neste sentido é importante destacar que não estarão cobertos os acidentes que o segurado e/ou o motorista tenham praticado de forma deliberada, isto é, tinham claramente a intenção de provocá-lo.

Portanto, a descrição inicialmente feita pelo segurado da causa do acidente (que se assustou com ave e com a queda do um objeto no piso do veículo) caracterizaria com um evento coberto pelo seguro.

A situação real

Talvez você não conheça esse episódio, mas ele se desenrolou em uma grande polêmica: Andy House teria forjado o acidente para receber os milhões da indenização da seguradora.

O motorista teria feito um empréstimo de US$ 1 milhão com um amigo, adquiriu o carro e fez a apólice – que reservava US$ 2.2 milhões em indenização. A empresa, ao reunir algumas provas, processou o norte-americano.

Entre as alegações, está o vídeo gravado por Joe Garza, onde não se vê o pelicano relatado. Uma testemunha também teria dito à seguradora que Andy tentou pagá-la para roubar o veículo e queimá-lo, visando o dinheiro do seguro.

Seguiu-se um embate jurídico por anos e, em 2012, o julgamento foi adiado por conta de novas testemunhas. Não se sabe qual foi o resultado final da questão.

É claro que, desta forma, comprovada a fraude, não existe qualquer obrigação da seguradora em indenizar o motorista, além de todas as implicações legais decorrentes do processo em andamento.